segunda-feira, 5 de maio de 2014

Termos utilizados na GENÉTICA




CROMOSSOMOS HOMÓLOGOS - São considerados homólogos entre si os cromossomos que juntos formam um par. Esses pares só ocorrem nas células somáticas, que são diplóides. Num par, os dois homólogos possuem genes para os mesmos caracteres. E esses genes têm localização idêntica nos dois cromossomos.

LOCUS ou LOCO - É o local certo e invariável que cada gene ocupa no cromossomo. Como locus é termo latino, o seu plural é loci. O posicionamento de um gene fora do seu locus normal em determinado cromossomo implica, quase sempre, uma mutação.

GENES ALELOS - São aqueles que formam par e se situam em loci correspondentes nos cromossomos homólogos. Evidentemente, respondem pelo mesmo caráter, ainda que tenham expressões diversas. (Ex.: gene para olhos castanhos e gene para olhos azuis.)

DOMINÂNCIA E RECESSIVIDADE - Dominância é a capacidade que tem um gene de impedir a manifestação do seu alelo. O gene que assim se comporta é chamado dominante. O gene que não se manifesta em presença do seu alelo dominante é qualificado como recessivo. Ele revela, portanto, recessividade.

HOMOZIGOSE - Dizemos que há homozigoze quando os dois genes de um mesmo par expressam o mesmo tipo de manifestação.

HETEROZIGOSE - A heterozigoze é a presença num mesmo par de dois alelos com expressões diferentes.

GENÓTIPO E FENÓTIPO - Genótipo é a constituição genética de um indivíduo. Ele não é visível, mas pode ser deduzido pela análise dos ascendentes e descendentes desse indivíduo. O genótipo é representado por letras. Como ele retrata a constituição genética de uma célula diplóide do indivíduo, as letras devem vir aos pares para cada caráter representado. Usamos letras maiúsculas para indicar os genes dominantes e letras minúsculas para indicar os genes recessivos. Já o fenótipo é a expressão da atividade do genótipo, mostrando-se como a manifestação visível ou de alguma forma detectável do caráter considerado.

PENETRÃNCIA  - É a freqüência real com que determinado gene se manifesta fenotipicamente, nem sempre correspondendo à freqüência esperada. O nanismo acondroplásico (anormalidade que caracteriza o anão de circo), por exemplo, é determinado por um gene dominante. Assim, seria de esperar que 100% dos portadores do genótipo Nn fossem anões. Todavia, a observação prática mostrou que apenas 80% dos Nn são anões. Logo, dizemos que a penetrância desse gene é de 80%. Em 20% dos casos, ele não funciona.

EXPRESSIVIDADE DE UM GENE - É a capacidade que tem um gene de revelar a sua expressão com maior ou menor intensidade. Os genes que condicionam a produção de melanina, dando cor à pele, podem ter a sua expressividade aumentada conforme a maior exposição do indivíduo à ação dos raios ultravioleta da luz solar.

Refenrâncias Bibliográficas
 Disponível em: http://www.danielximenes.com.br/genetica4.html

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A taxonomia ajuda os cientistas a organizar o estudo dos seres vivos e a sistemática estabelece as relações evolutivas entre eles



Taxonomia: É a ciência que nomeia e classifica os seres vivos. Para isso, são observadas as semelhanças entre as diferentes características entre eles. Foi fundada pelo médico e botânico sueco Carl von Linné (1707-1778), mais conhecido como Lineu (em português).  Lineu revolucionou a taxonomia ao criar um sistema de nomenclatura padronizado para os seres vivos: a nomenclatura binomial. Essencialmente, o seu sistema é utilizado até hoje da mesma forma.
Sistemática ou filogenia: A sistemática estuda a classificação dos seres vivos e estabelece relações evolutivas entre os diferentes grupos. Na época do botânico Carl Von Linné, os cientistas eram adeptos à teoria fixista. Dessa forma, a sistemática é uma disciplina mais recente, criada cerca de 100 anos.
Categorias taxonômicas: Táxon ou categoria taxonômica corresponde a seres vivos agrupados por características em comum. A categoria taxonômica básica é a espécie - que é um grupo de indivíduos semelhantes entre si e capazes de se reproduzirem produzindo descendentes férteis. Como exemplo, as variadas raças de cães domésticos, são todas da mesma espécie, pois são capazes de se cruzarem produzindo descendentes férteis. Algumas espécies são capazes de se reproduzirem entre si, porém seus descendentes são estéreis. É o caso, por exemplo, da égua e do jumento, que gera a mula.

Em muitos grupos, há uma grande complexidade de seres vivos e, muitas vezes, pode haver grupos  intermediários como sub e supergêneros ou sub e superfamílias.
Regras de nomenclatura: Os nomes científicos dados aos seres vivos são padronizados mundialmente. Isso impede que as barreiras linguísticas causem confusões em publicações científicas. Assim, o cão doméstico, por exemplo, é chamado de Canis familiaris, em qualquer idioma. Logo, para que a classificação e a nomenclatura sejam uniformes, é preciso seguir algumas regras:
- Todos os nomes devem ser escritos em latim ou devem ser latinizados;
- Os termos que indicam as categorias de gênero até reino devem começar com letra maiúscula;
- O nome de uma espécie é sempre binomial (tem dois nomes) e, como está em latim, deve ser escrito destacado no texto – em itálico ou sublinhado. Por exemplo: Homo sapiens (ser humano), Panthera onca(onça pitada) ou Felis catus (gato doméstico). A primeira palavra do nome científico indica o gênero e a segunda o termo específico. Note que a segunda palavra é escrita com letra minúscula (quando a segunda palavra homenageia alguém, ela pode ser escrita em letra maiúscula).
- Algumas vezes pode haver um terceiro nome, que indica uma subespécie. Isso ocorre quando populações isoladas geograficamente acumulam algumas diferenças, podendo criar novas espécies. Assim, estas populações, além da nomenclatura binomial, recebem um terceiro nome. Exemplo: Crotalus terrificus terrificus (cascavel brasileira) e Crotalus terrificus durissus (cascavel da Venezuela e da Colômbia).
- Muitas vezes, o nome da espécie pode vir acompanhado do nome do cientista que a descreveu e da data em que foi descrita. Nestes casos, o nome da espécie vem primeiro, seguido do nome do cientista sem pontuação entre eles e logo após a data, entre parênteses ou após uma vírgula. Exemplo:Trypanossoma cruzi Chagas, 1909.
- Muitas vezes uma espécie pode ser descrita mais de uma vez, com nomes diferentes. Hoje, com a tecnologia e os bancos de espécies disponíveis na internet isto é raro, porém ainda pode ocorrer. Para evitar confusões, para publicar em revistas científicas, os nomes das espécies devem ser acompanhados de descrições dos seres vivos. Caso haja mais de um nome de espécie, o mais antigo é o válido e os posteriores serão considerados sinônimos.
Árvores da vida, filogenéticas ou cladogramas: São diagramas que indicam as relações evolutivas entre espécies. Para construí-las é necessário investigar as relações de parentesco entre espécies observando diferentes características (DNA, anatomia, fisiologia etc). O objetivo principal é formar grupos monofiléticos, ou seja, que tenham espécies que possuam um ancestral comum e novidades evolutivas presentes apenas neste grupo. Nos cladogramas encontramos “nós” ou bifurcações que indicam o processo de um ancestral comum originando novas espécies assim como as diferentes novidades evolutivas.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Proteína em coral bloqueia vírus do HIV

Barreira de Coral na Austrália

Cientistas descobrem que uma espécie de proteína encontrada em corais das águas da Austrália impede que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) penetre nas células do sistema de imunidade do corpo, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira.
A pesquisa liderada por Barry O'Keefe, do Instituto Nacional do Câncer, foi apresentada na reunião anual de Biologia Experimental, na qual participaram em San Diego (Califórnia) mais de 14 mil cientistas e expositores com o patrocínio da Sociedade Americana de Bioquímica e Biologia Molecular.
As proteínas, chamadas cnidarinas, foram encontradas em corais recolhidos nas águas do litoral norte australiano, e os pesquisadores se fixaram nelas após examinar milhares de extratos naturais no acervo biológico do Instituto Nacional do Câncer.
O'Keefe disse que a proteína bloqueia a infecção do HIV "e parece fazê-lo de uma maneira completamente nova, o que é excitante".
A descoberta abre a possibilidade de adaptar essas proteínas para usá-las em géis e lubrificantes sexuais que brindem uma barreira contra a infecção do HIV.
Koreen Ramesssar, membro da equipe de pesquisa, destacou que as cnidarinas poderiam adequar-se a esses produtos, que bloqueiam a infecção sem depender da disposição do homem a usar preservativo, e ao mesmo tempo não tornam o vírus resistente a outros remédios.
Os cientistas identificaram e purificaram as proteínas cnidarinas e depois testaram sua atividade contra cepas de HIV produzidas no laboratório.
Em sua apresentação O'Keefe descreveu como "assombrosamente potente" a capacidade da proteína para bloquear o HIV em concentrações de uma mil milionésima grama, suficiente para impedir que ocorra a primeira passagem da transmissão do vírus: a penetração do vírus na célula do sistema de imunidade, conhecida como célula T.
As cnidarinas se enlaçam com o vírus e impedem que se funda com a membrana da célula T, o que é muito diferente do que se viu com outras proteínas, motivo pelo qual os cientistas acreditam que as proteínas cnidarinas têm um mecanismo de ação único.
O passo seguinte neste estudo é o aprimoramento dos métodos para produzir proteínas cnidarinas em grandes quantidades que possam ser usadas a fim de identificar possíveis efeitos secundários ou sua atividade contra outros tipos de vírus.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Reino MONERA


     
              O reino monera é formado por bactérias, cianobactérias e arqueobactérias, todos seres muito simples, unicelulares e com célula procariótica (sem núcleo diferenciado). As bactérias (do grego bakteria: 'bastão') são encontrados em todos os ecossistemas da Terra e são de grande importância para a saúde, para o ambiente e a economia. As bactérias são encontradas em qualquer tipo de meio: mar, água doce, solo, ar e, inclusive, no interior de muitos seres vivos.

CARACTERÍSTICAS DAS BACTÉRIAS 

              São microrganismos procariontes, ou seja, o material genético não esta envolvido por uma membrana nuclear, denominada carioteca, são seres unicelulares, possuindo apenas uma célula , podem viver isoladamente ou construir agrupamentos coloniais de diversos formatos.
As células bacterianas contém:
Membrana plasmática, parede celular, capsula (estrutura responsável por dar mais resistência à bactéria), flagelo e cílios, que atuam como estruturas locomotoras e as estruturas internas que são o citoplasma, nucleoide (DNA), plasmídeo e ribossomos.



 A maioria de seus representantes são heterótrofos, ou seja, não produzem seu próprio alimento, porem também existem bactérias autótrofas, que são capazes de produzir seu próprio alimento, por meio da fotossíntese.

As bactérias também podem ser:
  •  Aeróbias – Necessita de oxigênio para realizar suas atividades;
  • Anaeróbicas obrigatórias – Não conseguem viver na presença de oxigênio; 
  •  Anaeróbias facultativas – Podem viver em ambientes oxigenados ou não.
TIPOS DE BACTÉRIAS DE ACORDO COM SUA FORMA


REPRODUÇÃO DAS BACTÉRIAS
A reprodução mais comum nas bactérias é assexuada por bipartição ou cissiparidade.
           Algumas espécies de bactérias originam, sob certas condições ambientais, estruturas resistentes denominadas esporos. A célula que origina o esporo se desidrata, forma uma parede grossa e sua atividade metabólica torna-se muito reduzida. Certos esporos são capazes de se manter em estado de dormência por dezenas de anos. Ao encontrar um ambiente adequado, o esporo se reidrata e origina uma bactéria ativa, que passa a se reproduzir por divisão binária.

A importância das bactérias
- Decomposição: atuam na reciclagem da matéria, devolvendo ao ambiente moléculas e elementos químicos reutilizáveis por outros seres vivos.
- Fermentação: algumas bactérias são utilizadas nas indústrias para produzir iogurte, queijo, etc (derivados do 
leite)
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Indústria farmacêutica: na fabricação de antibióticos e vitaminas
- Indústria química: na produção de alcoóis, como 
metanol, etanol, etc;
- Genética: com a alteração de seu DNA, pode-se fazer produtos de interesse dos seres humanos, como insulina
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Fixação do Nitrogênio: retiram o nitrogênio do ar e o fixa no solo, servindo de alimentação para as plantas

Referências Bibliográficas
Reino Monera, disponível em http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biomonera.php, acessados em 28.04.2014.
Reino Monera (Bactérias, Cianobactérias), disponível em http://www.infoescola.com/biologia/reino-monera-bacterias-cianobacterias/, acessado em 28.04.2014.
Reino Monera, vídeo aula disponível em https://www.youtube.com/watch?v=FjqksBI0Ic0, acessado em 28.04.2014.