quinta-feira, 1 de maio de 2014

A taxonomia ajuda os cientistas a organizar o estudo dos seres vivos e a sistemática estabelece as relações evolutivas entre eles



Taxonomia: É a ciência que nomeia e classifica os seres vivos. Para isso, são observadas as semelhanças entre as diferentes características entre eles. Foi fundada pelo médico e botânico sueco Carl von Linné (1707-1778), mais conhecido como Lineu (em português).  Lineu revolucionou a taxonomia ao criar um sistema de nomenclatura padronizado para os seres vivos: a nomenclatura binomial. Essencialmente, o seu sistema é utilizado até hoje da mesma forma.
Sistemática ou filogenia: A sistemática estuda a classificação dos seres vivos e estabelece relações evolutivas entre os diferentes grupos. Na época do botânico Carl Von Linné, os cientistas eram adeptos à teoria fixista. Dessa forma, a sistemática é uma disciplina mais recente, criada cerca de 100 anos.
Categorias taxonômicas: Táxon ou categoria taxonômica corresponde a seres vivos agrupados por características em comum. A categoria taxonômica básica é a espécie - que é um grupo de indivíduos semelhantes entre si e capazes de se reproduzirem produzindo descendentes férteis. Como exemplo, as variadas raças de cães domésticos, são todas da mesma espécie, pois são capazes de se cruzarem produzindo descendentes férteis. Algumas espécies são capazes de se reproduzirem entre si, porém seus descendentes são estéreis. É o caso, por exemplo, da égua e do jumento, que gera a mula.

Em muitos grupos, há uma grande complexidade de seres vivos e, muitas vezes, pode haver grupos  intermediários como sub e supergêneros ou sub e superfamílias.
Regras de nomenclatura: Os nomes científicos dados aos seres vivos são padronizados mundialmente. Isso impede que as barreiras linguísticas causem confusões em publicações científicas. Assim, o cão doméstico, por exemplo, é chamado de Canis familiaris, em qualquer idioma. Logo, para que a classificação e a nomenclatura sejam uniformes, é preciso seguir algumas regras:
- Todos os nomes devem ser escritos em latim ou devem ser latinizados;
- Os termos que indicam as categorias de gênero até reino devem começar com letra maiúscula;
- O nome de uma espécie é sempre binomial (tem dois nomes) e, como está em latim, deve ser escrito destacado no texto – em itálico ou sublinhado. Por exemplo: Homo sapiens (ser humano), Panthera onca(onça pitada) ou Felis catus (gato doméstico). A primeira palavra do nome científico indica o gênero e a segunda o termo específico. Note que a segunda palavra é escrita com letra minúscula (quando a segunda palavra homenageia alguém, ela pode ser escrita em letra maiúscula).
- Algumas vezes pode haver um terceiro nome, que indica uma subespécie. Isso ocorre quando populações isoladas geograficamente acumulam algumas diferenças, podendo criar novas espécies. Assim, estas populações, além da nomenclatura binomial, recebem um terceiro nome. Exemplo: Crotalus terrificus terrificus (cascavel brasileira) e Crotalus terrificus durissus (cascavel da Venezuela e da Colômbia).
- Muitas vezes, o nome da espécie pode vir acompanhado do nome do cientista que a descreveu e da data em que foi descrita. Nestes casos, o nome da espécie vem primeiro, seguido do nome do cientista sem pontuação entre eles e logo após a data, entre parênteses ou após uma vírgula. Exemplo:Trypanossoma cruzi Chagas, 1909.
- Muitas vezes uma espécie pode ser descrita mais de uma vez, com nomes diferentes. Hoje, com a tecnologia e os bancos de espécies disponíveis na internet isto é raro, porém ainda pode ocorrer. Para evitar confusões, para publicar em revistas científicas, os nomes das espécies devem ser acompanhados de descrições dos seres vivos. Caso haja mais de um nome de espécie, o mais antigo é o válido e os posteriores serão considerados sinônimos.
Árvores da vida, filogenéticas ou cladogramas: São diagramas que indicam as relações evolutivas entre espécies. Para construí-las é necessário investigar as relações de parentesco entre espécies observando diferentes características (DNA, anatomia, fisiologia etc). O objetivo principal é formar grupos monofiléticos, ou seja, que tenham espécies que possuam um ancestral comum e novidades evolutivas presentes apenas neste grupo. Nos cladogramas encontramos “nós” ou bifurcações que indicam o processo de um ancestral comum originando novas espécies assim como as diferentes novidades evolutivas.

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